Comunicação
Bacia de Santos

Veja como foi o simulado de emergência da Petrobras em Santa Catarina


A Petrobras finalizou no dia 8 de agosto um simulado de emergência com ações de campo em Santa Catarina e de mesa (comando) a partir de Santos, em São Paulo. O exercício teve como cenário o afundamento total do navio-plataforma FPSO Cidade de Itaguaí, operado pela empresa Modec, localizado a 240 km do litoral do Rio de Janeiro, no campo de Lula, no polo pré-sal da Bacia de Santos. Foi simulado o vazamento de aproximadamente 300 mil m³ de óleo, com toque na costa do município de Bombinhas, no litoral catarinense, e resgate de toda a tripulação de 120 pessoas, sem feridos.

 

O objetivo principal foi testar a elaboração e implementação do Plano de Ação do Incidente (IAP, na sigla em inglês), avaliar a capacidade de gerenciamento de resposta a emergências, as ações de proteção à Reserva Biológica Marinha na região afetada e o uso de novas tecnologias no suporte à operação. O patamar mais elevado de gravidade em ações de proteção à vida animal também foi exercitado.

 

O Simulado

A magnitude e complexidade inéditas do exercício exigiram a mobilização de uma equipe multidisciplinar de profissionais , atuando em Santos (SP). Os grupos reunidos trabalharam para viabilizar todos os recursos necessários para as ações em terra e mar, além de prestar assessoria de segurança, jurídica, de comunicação e articulação ao comando do incidente.

As ações em terra e mar foram concentradas nas praias de Bombas, Bombinhas, Mariscal e Ilha do Arvoredo, no município de Bombinhas, locais para onde a mancha de óleo supostamente se dirigiu, de acordo com o previsto no planejamento do evento. Na região, a Petrobras montou sua estrutura para monitoramento, contenção, recolhimento e proteção à fauna e áreas vulneráveis. Canais de comunicação e atendimento à comunidade, incluindo pescadores, foram disponibilizados pela companhia.

No total, 427 profissionais atuaram no exercício, que teve início no dia 24 de julho, com o naufrágio do navio-plataforma, culminando com o toque de óleo na costa do estado de Santa Catarina, no dia 8 de agosto. Não houve lançamento real de nenhuma substância para simular a presença de óleo. 

Para vencer o desafio logístico da operação, considerando o difícil acesso às áreas afetadas, a companhia contou com equipes especializadas e veículos de vários tipos, como aeronaves, embarcações, caminhões, ambulância e quadriciclos O Centro de Defesa do Ambiente (CDA) da Petrobras teve participação destacada no fornecimento de equipamentos e recursos técnicos durante o simulado. Além disso, as instalações dos Centros de Despetrolização e Reabilitação de Animais Marinhos de Rio das Ostras e de Florianópolis também foram demandadas para receber e tratar os animais recolhidos, simuladamente, ao longo da operação.

Toda a movimentação foi acompanhada em tempo real pelo Comando do Incidente em Santos, através das imagens transmitidas por “drones” operados remotamente, diretamente de Bombinhas. Representantes da Marinha, do IBAMA e da ANP foram observadores do exercício.  

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