Comunicação
Bacia de Santos

Projeto de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos inicia 4º ano de atividades


O Projeto de Monitoramento de Cetáceos-BS é executado pela Petrobras e faz parte das condicionantes ambientais definidas pelo IBAMA para o Licenciamento Ambiental da Etapa 2 de produção e escoamento de petróleo e gás no Pré-Sal da Bacia de Santos. Os seus objetivos são caracterizar a diversidade, a distribuição e a ecologia dos cetáceos (baleias e golfinhos) que ocorrem na Bacia de Santos, gerando dados que permitirão monitorar e avaliar possíveis impactos da atividade petrolífera e demais atividades humanas sobre esses animais.  O PMC-BS vem sendo executado desde julho de 2015. Até 2021 terá colhido dados para estabelecer as diretrizes para o monitoramento dos cetáceos no longo prazo (durante toda a produção do Pré-sal – cerca de 30 anos). O quarto ano de atividades do PMC-BS teve início com a renovação de contrato com a empresa consultora que executa o projeto, a Socioambiental, de Florianópolis (SC).

A região da BS se estende de Florianópolis (SC) a Cabo Frio (RJ), até cerca de 370 quilômetros mar adentro, o que equivale a aproximadamente os estados do Paraná e Santa Catarina juntos. "As informações coletadas na área formam uma base de dados inédita e contribuem para a ampliação do conhecimento sobre este importante grupo da fauna marinha", avalia Fernando Gonçalves de Almeida, coordenador de Monitoramento Ambiental da Petrobras na UO-BS.

Modernos métodos e técnicas de monitoramento e análise

O projeto utiliza vários métodos para buscar conhecer as populações de golfinhos e baleias, entre eles: avistagem embarcada e aérea para registro das espécies e contagem de indivíduos, estimativa de abundância e distribuição; Monitoramento Acústico Passivo (PAM), para gravação e identificação de sons de baleias e golfinhos; marcação com transmissores via satélite e arquivos rádio-transmissores, para buscar conhecer os deslocamentos, a distribuição, a migração das espécies e o uso dos ambientes por estas; biópsias para análises genéticas e de contaminantes/biomarcadores; e foto-identificação dos animais, seja para a identificação individual dos animais ou para a identificação de doenças e lesões na pele.

 

Alguns Resultados do PMC-BS

Em três anos de atividade, o projeto percorreu o equivalente a 106.990 km (2,6 voltas ao mundo), em 471 dias de trabalho em campo. O esforço resultou em 1.327 detecções visuais de cetáceos, 646 detecções acústicas, 269 biópsias coletadas e 31 transmissores satelitais implantados com sucesso. Foi possível registrar 25 espécies de cetáceos, 66% das 38 espécies com registros de ocorrência na Bacia de Santos. Entre as espécies registradas, cinco são classificadas com algum grau de ameaça e 10 estão no grupo “Deficiente em Dados”. O destaque é a baleia-azul, o maior ser vivo já registrado em toda a história do planeta (30 metros de comprimento e 140 toneladas, em média), considerada criticamente ameaçada. Os registros da ocorrência de baleias azuis vivas no Brasil não eram realizados desde a década de 1960.

Todos os dados coletados pelo projeto estão disponíveis ao público e podem ser acessados no Sistema de Dados do PMC, o SisPMC, (www.sispmc.socioambiental.com.br), ou a partir da página de “Comunicação Social Regional da Bacia de Santos”, no site http://www.comunicabaciadesantos.com.br/. O acesso aos dados do PMC é gratuito e pode ser realizado mediante o preenchimento de um cadastro.

Clique aqui e assista ao vídeo do projeto, que mostra como as equipes do PMC atuam no mar.

Veja também a matéria publicada no Jornal Nacional em 09/10.

Notícias relacionadas