Comunicação
Bacia de Santos

Pesquisa Sísmica Marítima

A atividade de levantamento sísmico constitui-se do uso de equipamentos e análises para que se possa identificar a existência de recursos minerais, água ou petróleo no subsolo.

Para isso são utilizados aparelhos específicos capazes de fazer uma espécie de “ultrassonografia” do subsolo. Para tanto, são usados equipamentos conhecidos como airguns, que produzem ondas sísmicas, as quais penetram o subsolo marinho, são refletidas de volta e captadas por receptores conhecidos como hidrofones — comumente posicionados próximos à superfície da água, presos por cabos e rebocados pelos navios sísmicos. Estes sinais são depois processados em computadores, resultando em imagens representativas das estruturas existentes na subsuperfície da Terra.

Após análise das imagens por profissionais especializados, é possível verificar se as rochas têm possibilidade de conter recursos minerais importantes, como reservatórios de petróleo e gás natural, por exemplo.

A pesquisa sísmica pode ser utilizada em diversas etapas da atividade de produção de petróleo e gás, seja para encontrar novas reservas, seja para avaliar a evolução da atividade e dos reservatórios que já estão em produção.

Por se tratar de um levantamento de dados, a sísmica é uma atividade de curta duração e não ocorre de forma continuada. Para que seja realizada, é necessária autorização do órgão ambiental responsável; no caso de atividades marítimas, do Ibama.

Pesquisa Sísmica Marítima 4D Nodes no Campo de Lula

Essa pesquisa consiste na implantação de um piloto visando a avaliação desta técnica em rochas típicas dos reservatórios do pré-sal. Para isso, foi feita a aquisição de dados sísmicos exclusivos captados por meio de sensores do tipo nodes, no Campo de Lula.

A atividade inclui duas campanhas de aquisição sísmica (levantamentos Base e Monitor) e processamento 4D. O levantamento Base foi realizado entre maio e julho de 2015, utilizando cerca de 950 nodes posicionados no assoalho marítimo, cobrindo uma área de aproximadamente 111 quilômetros quadrados.  Atualmente, os dados obtidos encontram-se em fase de processamento sísmico.

Uma nova campanha teve início em outubro de 2017 e possibilitará o estudo 4D, determinando se esta técnica pode ajudar na detecção de reservatórios de óleo e gás natural no pré-sal da Bacia de Santos. O fim da segunda campanha no Campo de Lula está previsto para ocorrer em fevereiro de 2018.

Pesquisa Sísmica Marítima 3D NODES no Bloco de Libra

A atividade foi iniciada em outubro de 2017 e está sendo realizada na área noroeste do bloco de Libra, a uma distância mínima da costa de 152,7 quilômetros, a partir do município de Arraial do Cabo (RJ), cobrindo uma área de aquisição de, aproximadamente, 1.205 quilômetros quadrados e área total de aproximadamente 1.813 quilômetros quadrados. Essa pesquisa conta com a utilização de quatro embarcações: um navio fonte, um navio de instalação dos "nodes", uma embarcação assistente e uma embarcação de apoio. Serão instalados 2.200 receptores "nodes", os quais serão dispostos sobre o assoalho marinho em 3.591 posições. A previsão é que a atividade seja finalizada em maio de 2018.

A atividade foi licenciada pelo Ibama (Licença de Pesquisa Sísmica nº 116/2017).

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