Comunicação
Bacia de Santos

 O Monitoramento de Água Produzida é realizado para todas as plataformas produtoras de óleo e gás natural em operação na Bacia de Santos.

Entre os efluentes gerados pelas plataformas encontra-se o efluente denominado “Água de Processo ou Água Produzida”. A água produzida (AP) é a água aprisionada nas formações subterrâneas que é trazida à superfície juntamente com petróleo e gás durante as atividades de produção destes fluídos. Entre os aspectos importantes da água produzida estão seus volumes e a complexidade da sua composição (que é influenciada pela formação biológica e localização do reservatório), os quais fazem com que seu gerenciamento requeira cuidados específicos com aspectos técnicos, operacionais e também ambientais.

Este volume de água tem origem nos poços de produção e são tratados em plantas específicas normalmente compostas por tanques de separação, hidrociclones e flotadores, e descartados somente quando em acordo com a legislação aplicável (Resolução CONAMA 393/2007), que dispõe sobre o descarte contínuo de água de processo de produção em plataformas marítimas de petróleo e gás natural.

A resolução CONAMA 393/2007 estabelece em seu artigo 5º que o descarte de água produzida deverá obedecer a concentração média aritmética simples mensal de óleos e graxas de até 29 mg/L, com valor máximo diário de 42 mg/L, sendo que a verificação do teor de óleos e graxas deve ser contínua através do analisador online para assegurar que o descarte dos volumes ocorra somente quando dentro dos valores máximos permitidos.

Caso após a passagem pelo analisador online sejam identificados valores acima dos estabelecidos, o descarte de água para o mar é bloqueado automaticamente por um sistema de válvulas e alinhado para os tanques de slop da unidade de produção, onde fica armazenado. Após, é direcionado novamente para o início da planta de tratamento a fim de assegurar que os volumes sejam descartados dentro dos valores máximos permitidos.

Para atendimento ao artigo 5º da resolução CONAMA 393/2007, além da verificação do teor de óleos e graxas através do analisador online, são realizados controles paralelos no laboratório de bordo.

Uma rotina de análises pelo método gravimétrico (único método aceito pelo órgão ambiental para comprovação dos valores aferidos) prevê quatro coletas diárias de 250 mililitros, formando uma amostra composta de 1 litro para análise de teor de óleos e graxas (TOG), a ser realizada em terra, por laboratório habilitado. Todos os resultados gravimétricos devem ser reportados ao Ibama.

Esta mesma resolução estabelece, através de seu artigo 10º, o monitoramento semestral da água a ser descartada para fins de identificação da presença e concentração dos seguintes parâmetros:

I - Compostos inorgânicos: arsênio, bário, cádmio, cromo, cobre, ferro, mercúrio, manganês, níquel, chumbo, vanádio, zinco.

II - Radioisótopos: rádio-226 e rádio-228.

III - Compostos orgânicos: hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA); benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos (BTEX); fenóis; e avaliação de hidrocarbonetos totais de petróleo (HTP) através de perfil cromatográfico.

IV - Toxicidade crônica da água produzida determinada através de método ecotoxicológico padronizado com organismos marinhos.

V - Parâmetros complementares: carbono orgânico total (COT), pH, salinidade, temperatura e nitrogênio amoniacal total.

O Monitoramento de Água Produzida, apesar de estar dentro do escopo do Programa de Monitoramento Ambiental, é desenvolvido conforme Resolução CONAMA nº 393/07. Por isso, a Petrobras apresenta relatórios específicos sobre este monitoramento, de periodicidade anual. Cabe ressaltar que os relatórios periódicos deste monitoramento são públicos e podem ser solicitados ao Ibama.  

Está em elaboração uma proposta regional para o monitoramento ambiental específico da atividade de produção. Neste momento,  os projetos são aprovados especificamente para cada empreendimento licenciado. As propostas disponibilizadas nesta página são as vigentes.